domingo, 19 de outubro de 2008

Cosmopolitismo

Verdejantes matas desta minha terra,
Dos ornados contornos dourados da tarde,
Com todo esmero a aura expande,
Um perfume teu puco, mas tão gigante.


Dos madrigais que ecoam ao longe,
Sempre acalenta e me encanta,
A ternura sevagem deste canto
Nas repetições alegres que me expanta.


Tarde que precede tantas tarde.
Facina este presente ameno,
Desta pátria retrato pequeno.

Kiko Pardini


Enquanto este crepúsculo dure,
E o aroma arrebatador continue,
Fico na fissura de que tudo perdure.




Retrato
Sou o retrato da fadiga.
Com rugas nas faces.
No amargo da língua,
Que o belo amofina.

De jovem tenho a vida.
Que desfruto, saboreio a cada dia.
Entre cordas bambas na alegria.
Experiência, covardia, noites minhas. 

De forte a convicção o norte.
E nas lembranças de conduzir forte,
Toda a franqueza que me tirou o porte. 

Bela amante feito fada,
Passos, abraços, estradas.
Chega à procura apaixonada.
Kiko Pardini

O Parto
Parto para juventude,
Jaqueta jeans alaúde,
Chiclete guitarra e saúde,
Madrugada gente rude.

Parti para velhice,
Rugas e meninice,
Dentadura e cretinice,
Chinelo e fetiche.

Dói como dói o parto,
Porque me sei só no quarto,
De tentar ser farto estou farto.

Mas parto assim,
Sem pena de mim,
Junto de uma infância sem fim.

Liberdade.
Liberdade é a essência de verso,
É sorrir em lagrimas e aprender,
Que está vida é sua pelo saber,
Nada pode conferir maior prazer.

E a razão chega quando do eterno viver,
Na velocidade do universo, converter,
Carregada do espaço a perceber,
Gosto futuro, de este o passado obter.

Pela saudade de uma vã eternidade,
Hoje em tempo dividido pela vontade,
Até o lógico estudo da humanidade. 

Que poesia reflete esta verdade,
Agora presente versos na finalidade,
O compreender na alma esta vaidade.
Kiko Pardini

Eterno Amor

Vejo-te lasciva embriagada, 
De uma mistura imaculada. 
Um tanto da fissura apaixonada, 
Na cheia taça de pura ternura velada.

Ridicularizamos o tempo e te fiz menina. 
Fomos dos poetas, dá vida a sua sina. 
Dos boêmios insanos todas as fantasias, 
E sem escândalos conquistamos nossas rimas.

Assim fizemos das noites poesias em instantes, 
Que reflete o poder dos amantes, 
Em tornar novos velhos acompanhantes.

Como faz o luar penetrante. 
Despertando paixões incessantes, 
Pelas noites escuras, em amor transbordante. 

Kiko Pardini 

(discussão) 03h32min de 21 de novembro de 2010 (UTC) Kiko Pardini (discussão) 14h55min de 19 de novembro de 2010 (UTC)

KIko Pardini

Kiko Pardini (discussão) 22h22min de 15 de setembro de 2010 (UTC

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Kiko Pardini

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

O Navegador

Na distancia das trevas,
O brilho, o universo conserva.
Invejoso o rio espelha, versa.
Entre espaços planos reveza.

Todo encanto que Narciso via,
Na beleza daquela hora fria,
De mãos juntas navegante bebia,
As estrelas que o céu refletia.

Tão nobre espectador da miragem,
O escuro da mata margeia,
Peleja segue rompe em viagem.

Na noite, do vel. A neblina.
Como de Eco, a conquista rima,
Em amanhecer de luz divina.

Kiko pardini

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Soneto

Espanto.
Longe daqueles olhos,
O sol dourou minha praia,
Sempre me sorria a felicidade,
Também vivia muitas alegrias.

Houve ainda noites,
Quantas e tantas.
Charmosas madrugadas,
Que de você,longe eu fugia.

Mas como pedra,
Que do leito se aproxima,
Tão magnética como imã.

Frente a frente, os olhos,
Do tempo esquecidos,
Me despia enquanto escrevia.

Kiko pardini.

Chica do caldeirão

Chica DO Caldeirão.
Seria mesmo obrigatório revelar sua época, ou sua tribo para trazer seriedade a este mito.Assim meio caçando tal qual eterno bandeirantes e a pondo a ferro e fogo.Índio para nós é sempre índio, é aquele que nem saudade deixou, restando aqui e ali migalhas do que passou. Mais vida de índio, quer ermitão nomades ou em tribos já há muito mudou e sua história se aproxima de nós por historiadores, ou mesmo pelo mito de que nunca mudou.Sabemos também de tribos de melhor sorte, eles já em seus computadores, escrevendo novas histórias e com seus próprios aviões chegando a superar nossa imaginação. E ainda assim são índios e sem preconceito entendemos eles gente inferior, eternamente índios, submissos a regime de proteção. Nas escolas ainda nos ensina o que restou de suas religiões, que chegou ser apregoada como traição, é que o catolicismo chegou antes de seus deuses disseram a eles, e os calaram com uma cruz nas mãos.Há, restou a deusa do caldeirão, e esta aqui, as margens do Rio Grande.Uma espécie divina, nascida do namoro dos guaranis e dos bororós que aparecia em cima de pote fúnebre carregando um caldeirão.Sua história sobrevive contada de boca em boca, havendo relatos que ela já foi citada em rima e verso e em prosa poética da região.Contam que ela dizia se chamar " Chica Salesiência " , nome que ela mesmo adotára por querer ser cristã. Dão conta os versos que ela surge das águas do Rio Grande quando o pôr do sol é avermelhado e profundo, tornado rosa todo o velho oeste, e vem para abençoar todo canoeiro e pescador da região desde antes do Militão a foz do Rio Verde.Versos mais apaixonados narra, quando ela ainda molhada sobe sob o pote fúnebre e traz um caldeirão na cabeça apoiada pôr uma das mãos enquanto esconde atrás, nas costas a mão que restou.È ela é a Chica do Caldeirão a deusa da navegação Espírito nobre e sublime que se dedica em abençoar, mas de tão fiel, traz a sua guarda o último repouso de seus irmãos, em cada aparição.Hei lembre-se de não esquece-la em suas orações.
Kiko Pardini.
Crônica
Meu céu
O cheiro da maçã me acordou, tão madura. Um papel sedoso azul não conseguia envolve-la, distraído com seu peso, um tilintar internitente me espantou, foi um bond que se aproximou. São Paulo, de tantos barulhos e ternos.O tempo passou e na luz, o trem parou, vamos rumo ao Jabaguara, na Saúde chegamos de metro. Quem me déras, hoje aquela vermelha cor envolvendo um céu do interior, da antiga fruta a mesma cor. Eu me mudei o mundo mudou só eu sou tão o mesmo, que nem mesmo a maçã mudou.

Kiko Pardini.