quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Campos Salles

KIKO PARDINI

Revolução

Nação


Kiko Pardini

19/11/2008



“... Conjunto dos habitantes de um território obedientes ao mesmo regime ”... .

Considerando Marx e o regime comunista, com toda sua história do proletariado, lembrando ás ações de guerrilha pelo mundo, e ainda, nos entendo sabedores de resultados onde lograra êxito, e a que preço... “O partido, Outra maneira importante em que à revolução bolchevista fixou padrão em futuros golpes comunistas estava no tipo de partido político que era usado. Como é bem sabido Lênin, criou um partido que era altamente centralizador regidamente disciplinado e dirigido por uma elite de revolucionários profissionais cuidadosamente escolhidos. Durante a luta pelo poder na Rússia ( e depois em muitos outros países) os partidos comunistas organizados de acordo com esses princípios demonstram repartidamente que uma minoria bem disciplinado pode facilmente derrotar uma maioria desorganizada e dividida, A* arma organizacional * do partido comunista provou ser de importância Capital em todos as conquistas do poder...” ... Do livro, Da Anatomia da Subversão Tomo l( pg. 21) ... Thomas T. Hammond.

Considerando hoje estando vivendo um regime de democracia na República Federativa do Brasil, após a queda do Império que se deu por conta de um partido político da época.

Venho sugerir um também partido político que vejo dentro destas realidades, uma legitimidade para o povo mais, que uma opção partidária. Ou seja, a fundação do Partido Federativo da Nação, onde o povo de igual sorte coloque sua vontade nacional novamente em pratica, assim tendo anteriormente derrubado o Império e criando um regime pacificamente, novamente tome de forças para lograr êxito em um empreendimento desta natureza.

Lembrando_ Que..., “Sem intuito propriamente revolucionário renunciava toda via, a esperança do governo para melhor poder levar por adiante em alongada e perversamente propagandas as teses, francamente democráticas de seu progresso. Muito dentre eles pertencentes ao número dos que com e denominação de históricos tinham a liga progressista e agora descrentes da sinceridade das convicções de seus artigos companheiro deles se separavam para propugnar pelo estabelecimento de um regime verdadeiro e sinceramente livre. Sem preocupação de formas tradicionais como o reclamava os destinos de uma grande nação...”. (do livro Campos Salles)

Os conceitos de “objetivo e subjetivo”
Pareto começa o seu esforço designando o aspecto objetivo do subjetivo na análise dos fenônimos sociais e principalmente das ações sociais, teria de estar atento aos princípios epistemológicos que marca a proposta de divisão das ciências entre ciências da natureza e da cultura, implícita como vimos nas escolas culturais alemã em Dilthey Windelband. E Rickert. Embora não referia por Pareto em seus textos a distinção por ele entrevista, separando o objetivo do subjetivo é claramente culturalísta.
Essa distinção se apóia como hipótese guia na diferença entre os fenonimos característicos dos dois mundos conceituais- Natureza e Sociedade ao investigador de modo neutro os sociais se apresentam sob dois aspectos.
(a) Aspecto objetivo
(b) Aspecto subjetivo
O primeiro se detém na análise do fato real, como por exemplo, é possível observar objetivamente a existência transocial e trans-histótica de ritual relativo a oração de um determinado Deus transcendente ao mundo da concreção diária mas que seria co-responsável pelo fluxo de acontecer nesse mundo.
Nesses rituais, forte envolvimento psicológico entre os participantes gerando clima próprio exuberante de emoções e de comportamento específicos como genuflexão gestos lentos com as mãos curvatura etc.
Mas há outro aspecto o subjetivo que é a forma com ao a mente humana o representando para os participantes do progresso estudado como para a analistas que ele se debruça em seus esforços de pesquisa. (pg. 41)
(rodapé)
Preferimos estabelecer esta distinção separadamente a categoria geral*fenonimo* da especifica* ação*.
No primeiro caso é importante o tratamento estatístico para aferir, por exemplo, taxas de incrementos demográficos por classe social ou taxas ou tipos de crimes urbanos etc. Seria parte de um de esforço ordenado e a - valorativo, para precisar os tipos de fenonimos sociais categoria neutro, que marcam o ritmo da vida.
No segundo caso o tratamento estatístico é também importante, mas não é nem exclusivo como no primeiro caso nem relevante para captação da verdade social. “Porque teriam os, sob estudo fenonimo de significação como comportamento, valores, político, e conflitos geracionais, que implicam análise de conteúdo.” Dialética do Irracionalismo. Nelson Mello e Souza. Pareto e seu confronto com “Marx”.
Fica, portanto aqui registrada a minha vontade e porque não intenção de pertencer a um partido que tome as rédeas da Nação e fixe como legitimo regime brasileiro, em conquista pacífica como a nosso primeiro Presidente Campos Salles.
Kiko Pardini.

 
I - Conceitos de Ciência

                 Conforme se viu na aula de método e de metodologia, também aqui serão seguidos a mesma sistemática. Procurar-se-á dar a definição do conceito de Ciência adotado por alguns especialistas na área de filosofia e de metodologia, bem como serão vistos como algumas enciclopédias e dicionários especializados tratam do tema.

                 O professor William L. Kolb é o autor do verbete Ciência do "Dicionário de Ciências Sociais" e assim define a questão: "...designa hoje o estudo sistemático e objetivo dos fenômenos empíricos e o acervo de conhecimentos daí resultante..."[1].  Relaciona assim Ciência com fenômenos empíricos verificáveis, bem como com os conhecimentos que os cientistas adquirem a partir das suas pesquisas.

                 O mesmo termo no "Dicionário de Filosofia" é assim apresentado: "...é um conhecimento que inclua, em qualquer forma ou medida, uma garantia da própria validade. Esta garantia pode consistir na demonstração, na descrição e na corrijibilidade (sujeita a correções no futuro)"[2]. Também aqui há relação explícita na definição que envolve conhecimento, desde que este possa ser demonstrado, descrito e futuramente corrigido.

                 O verbete Ciência da "Enciclopédia Larousse Cultural", é assim descrito: "...conjunto organizado de conhecimento relativo a determinada área do saber, caracterizado por metodologia específica... Conhecimento que se obtém através de leitura, de estudos; instrução, erudição"[3].
                
                 O professor Ruiz discute a questão da seguinte forma: "...a palavra Ciência pode ser assumida em duas acepções: em sentido amplo, Ciência significa simplesmente conhecimento, como na expressão tomar Ciência disto ou daquilo; em sentido restrito, Ciência não significa um conhecimento qualquer e sim um conhecimento que não só apreende ou registra fatos, mas os demonstra pelas suas causas determinantes ou constitutivas"[4].

                 No senso comum, falar em ser "científico" geralmente se quer dizer ser "preciso, correto, objetivo". De certa forma é isso mesmo. As características gerais do conhecimento científico, passam pelo menos pelas seguintes aspectos: conhecimento das causas em suas origens e profundidade; procura obter generalidade em suas conclusões; tem uma finalidade teórica e prática; possui um objeto formal; possui um método e controle; possui exatidão e cumpre um aspecto social (Ruiz pág. 124-6).                 

                 Ainda aproveitando as pesquisas do professor Ruiz, sobre o conceito de Ciência é possível achar pelo menos as seguintes definições:

a) conhecimento certo do real pelas suas causas;
b) conjunto orgânico e conclusões certas e gerais metodicamente demonstradas e relacionadas com objeto determinado;
c) atividade que se propõe demonstrar a verdade dos fatos experimentais e suas aplicações práticas;
d) conhecimento sistemático dos fenômenos da natureza e das leis que o regem, obtido através da investigação, pelo raciocínio e pela experimentação intensiva;
e) estudo de problemas solúveis, mediante método científico (ibid. pág. 127).

                 Está-se vendo que de um modo geral, as definições sobre Ciência relacionam, além de conhecimento, outros aspectos que incluem questões metodológicas, filosóficas, técnicas variadas e alguns mencionam o aspecto ideológico inclusive (questão das idéias).

                 Os professores Barros & Lehfeld, abordam assim a questão: "...a Ciência é concebida por alguns estudiosos da questão como um conjunto de conhecimentos, que se dá através da utilização adequada de métodos rigorosos, capazes de controlar os fenômenos e fatos estudados. Fixa este conhecimento aos objetos empíricos, utilizando a observação e a experimentação"[5].

                 Existem várias concepções e correntes que definem a Ciência, segundo ainda Barros & Lehfeld, são eles:

a) os positivistas - para esses a Ciência é uma postura epistemológica (estudo crítico dos princípios, hipóteses e resultados da Ciência) representada pela maturidade do espírito humano. Seu grande expoente, Augusto Comte (um dos precursores da sociologia moderna), defende que para que o homem tivesse os seus conhecimentos, passou por três estágios básicos: o teológico; o metafísico e o científico;

b) os funcionalistas - a Ciência, para estes, é uma concepção do sistema. Para eles, a Ciência deve analisar o desempenho, os papéis, as posições e as normas de funcionamento das sociedades. Um dos seus grandes expoentes foi Emile Durkheim, também um dos fundadores da sociologia como Ciência;

c) estruturalistas - para esses a Ciência é um procedimento teleológico (diz-se de argumento, conhecimento ou explicação que relaciona um fato com a sua causa final) da historicidade e da finalidade a se atingir;

d) dialética - é a corrente onde a Ciência é definida como sendo o ato de se conceber a análise do processo do fenômeno como uma parte do processo de conhecimento, realizada a partir de uma consciência crítica (Barros & Lehfeld págs. 61-62).

                 Para finalizar esta abordagem destes autores, seu resumo final de Ciência a coloca com as seguintes características: a) é racional; b) é objetiva; c) baseia-se em fatos; d) é certa e provável; e) é analítica; f) exige investigação e a utilização de métodos; g) é verificável; h) agrupa objetos da mesma espécie para o estudo e i) é comunicável (ibidem pág. 63-64).

                 Segundo o professor Ernest Nagel, "...talvez o traço mais saliente da Ciência seja o que permite o controle prático da natureza... Creio que a concepção da Ciência como algo que produz, incessantemente, novos meios de dominar a natureza..."[6]. Para o professor o objetivo da Ciência "... é 'preservar os fenômenos' -- isto é, apresentar acontecimentos e processos como especificações de leis e teorias gerais que anunciam padrões invariáveis de relações das coisas... A Ciência busca tornar inteligível o mundo; e sempre que o alcança, em alguma área de investigação, satisfaz o anseio de saber e compreender que é, talvez, o impulso mais poderoso a levar o homem a empenhar-se em estudos metódicos" (ibidem, pág. 15).

                 A Ciência não é infalível, nem seus pressupostos ou leis estabelecidas em certos momentos históricos são imutáveis. No entanto, "...embora sejam passíveis de correção as descobertas científicas, o conteúdo da Ciência não é fluxo instável de opiniões, mas, ao contrário, a Ciência pode alcançar êxito no seu propósito de fornecer explicações dignas de confiança, bem fundadas e sistemáticas para numerosos fenômenos..."(ibidem, pág. 18).

                 Os cientistas de um modo geral não são infalíveis. Pelo contrário, são homens comuns, com a diferença que dedicam suas vidas a estudos que possam contribuir para melhorar a vida geral da sociedade e tentam explicar fenômenos físicos ou sociais que a simples observação não consegue explicar. "Nenhum cientista é infalível e todos apresentam suas peculiares deformações intelectuais e emocionais. As deformações raramente são as mesmas; e as idéias que sobrevivem às críticas de numerosos espíritos independentes revelam maior probabilidade de serem legítimas do que as concepções tidas por válidas simplesmente pelo fato de parecerem auto-evidente a um pensador isolado..." (ibidem, pág. 20).

                 As profícuas conclusões do professor Nagel são: "...a força básica, geradora da Ciência é o desejo de obter explanações simultaneamente sistemáticas e controláveis pela evidência factual. O fim específico da Ciência é, portanto, a descoberta e a formulação, em termos gerais, das condições sob as quais ocorrem os diversos tipos de acontecimento, servindo os enunciados generalizados dessas condições determinantes como explicações dos fatos correspondentes..." (ibidem, pág. 23).

                 As autoras Lakatos & Marconi, ambas sociólogas, que se baseiam em Trujillo Ferrari (ver bibliografia), definem assim a Ciência: "...uma sistematização de conhecimentos, um conjunto de proposições logicamente correlacionadas sobre comportamento de certos fenômenos que se deseja estudar. 'A Ciência é todo um conjunto de atitudes e atividades racionais, dirigidas ao sistemático conhecimento com objeto limitado, capaz de ser submetido à verificação'"[7].

                 Para elas, a Ciência deve possuir: objetividade (preocupação em distinguir a característica ou as leis gerais que regem determinados eventos); função (aperfeiçoamento, através do crescente acervo de conhecimentos) e objeto (material - que se quer estudar e formal - um enfoque especial) (ibidem pág. 79).

                 Por fim, o conceito de Ciência tratado por Hilton Japiassú: "...por Ciência, no sentido atual do termo, deve ser considerado o conjunto das aquisições intelectuais, de um lado, das matemáticas, do outro, das disciplinas de investigação do dado natural e empírico, fazendo ou não uso das matemáticas, mas tendendo mais ou menos à matematização..."[8].



[1] Editora da Fundação Getúlio Vargas & MEC, Rio de Janeiro, 1987, pág. 182-183.
[2] ABAÑANO, Nicola, Editora Mestre Jou, São Paulo, 1970, pág. 126.
[3] Editora Circulo do Livro, 1989, Volume 8, pág. 1.414.
[4] RUIZ, João Álvaro, "Metodologia Científica - Guia Para Eficiência nos Estudos", São Paulo, Editora Atlas, pág. 123.
[5] BARROS, Aidil Jesus Paes de & LEHFELD, Neide Aparecida de Souza, "Fundamentos de Metodologia - Um Guia para a Iniciação Científica", São Paulo, Editora MacGraw Hill do Brasil, 1986, pág. 60.
[6] "Ciência: Natureza e Objetivo", in "Filosofia da Ciência", de autoria de Sidney Morgenbesser (Org.), São Paulo, Editora Cultrix & Edusp, pág. 13-14.
[7] LAKATOS, Eva Maria & MARCONI, Marina de Andrade, "Fundamentos de Metodologia Científica", São Paulo, Editora Atlas, 1986, pág. 79.
[8] Introdução ao Pensamento Epistemológico, Rio de Janeiro, Editora Francisco Alves, 1975, pág. 15, in Ciência e Tecnologia - Introdução Metodológica e Crítica" de João Francisco Régis de Morais, São Paulo, Editado pela Cortez & Moraes, 1977, pág. 30.




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